Diario de Um Guerreiro Esquecido 9 - O Pantera
Voltei para a beira do rio determinado a dar face e características ao meu reflexo, eu ainda estou num exílio, posso molda-lo sem pressa, mas não tinha em mente o porque de faze-lo. olhei o reflexo sem face no rio novamente e percebi uma certa agitação que vinha da floresta no lado oposto: era uma pantera negra caçando sua presa; era objetiva, forte e habilidosa, só demorou segundos para abate-lá... após sua refeição veio até a beira do rio, saciou sua sede e atravessou o rio demonstrando equilíbrio pulando as rochas presentes no mesmo, não tive medo pois este simplesmente sumiu após perceber que não havia ninguém para compartilha-lo... A pantera negra me olhou nos olhos e continuou andando. Coincidentemente, do outro lado do rio esta a direção para sair do meu exílio, agora eu sabia o que procurava em meu reflexo, ele não deveria ser igual a mim, mas deveria ser aquele que eu quero ser, tanto fisicamente quanto moralmente, eu possuo falhas e não sou aquele que quero ser a todo momento, mas preciso ter uma imagem para me espelhar, para me ajudar a ir para o outro lado do rio.... e assim começou uma maratona de ideias altruístas, morais e éticas, procurando minha perfeição para montar meu reflexo, minha meta, meus objetivos, minha habilidade física e todas as características que almejo alcançar...
Autor: Vinícius Pacheco Silva

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